Sobre a balança dos relacionamentos e porque você pode estar afundando o seu:

Olá gente bonita.

Todo mundo deve ter uma ideia sobre a famosa "balança dos relacionamentos". Aquela que nos dá noção se ele realmente continua valendo a pena ou não. A ideia é bem simples: se a longo prazo ela tende mais para as coisas ruins, não está valendo a pena. Se ela tender para o lado bom da balança, ok, continua assim que tá dando certo.

Porém, existe uma balança de curto-prazo que influencia diretamente na de longo prazo. É nela que pesam as briguinhas cotidianas, as surpresas do dia-a-dia, os cafunés, os ciúmes desmedidos, aquela louça que não rolou ajuda pra lavar, aquele dia que o trabalho foi salvo porque o outro ajudou, etc.

São essas coisas que acabam levando a balança de longo prazo, na qual pesam mais as palavras-chave, como "companheirismo", "ciúmes", "intolerância", "impaciência", "romantismo", "parceria", entre outros.

Então primeira coisa que você deve entender: a balança de longo prazo só tende para o positivo se o cotidiano for positivo. E sim, aquelas coisinhas pequeninas acabam contribuindo para um grande bloco nesta balança, seja de um lado, seja do outro.

Se você não entender isso de cara, pode ter certeza: as chances para que seu relacionamento tenda ao fracasso são grandes.

Outra coisa que você precisa entender: relacionamentos extraordinários possuem a balança do dia-a-dia sempre positiva. Relacionamentos medianos ficam bem próximos do equilíbrio. Relacionamentos que precisam de um up sempre oscilam para o lado negativo em curto tempo.

Bom, tendo isso, vamos a algumas explicações simples, com desenhos toscos feitos por quem não tem habilidade para desenhar um boneco palito.

Essa é a balança de um relacionamento ideal. É claro que todas as pessoas passam por oscilações nela, ok? Mas pense em metas a serem alcançadas. É nesta posição que a sua balança a curto prazo deve ficar:


(Ignore a falta de talento para desenhar)
Quando acontece uma coisa muito boa, a balança passa uma boa parte do tempo assim, devido aos efeitos dessa coisa boa. Entram neste quesito grandes surpresas, atos românticos, empatias, força em momentos difíceis, apoio, entre outras coisas.

Quando algo muito ruim acontece, a balança ganha um peso muito forte no lado ruim. Lembre-se que nesta balança já há a bagagem anterior, tanto de coisas boas quanto ruins. Se recentemente não teve algo de igual peso muito bom, a balança desequilibra fortemente e fica assim:



O ponto é que todos os dias vamos somando coisas boas e ruins nesta balança, que normalmente, quando pequenas, são equivalentes, de forma que se equilibram, ou então podem até ser em sua maioria boas, mas acabam ainda não recuperando o equilíbrio deste grande peso da coisa muito ruim.

Então, qual a forma de repor o equilíbrio ou de virá-lo para o lado bom? Como em toda boa balança, você precisa compensar do outro lado ou então colocar algo de peso maior do que a tal coisa ruim para reequilibrar. Caso contrário, sempre vai ter aquela pendência para o lado ruim.



Deu para entender o que é preciso? Não tem problema, vamos explicar de novo. Quando há algo ruim muito forte, é preciso que você devolva algo ou na mesma intensidade ou mais intenso. Esperar que as rotinas cheguem a ponto de compensar pode acabar sendo uma cilada, porque há problemas cotidianos e que pode acabar demorando ainda mais (ou então evitando de fato) que se chegue sequer a um equilíbrio. E relacionamentos cuja balança cotidiana fica negativa por muito tempo tende a interferir na balança a longo prazo. E, bom, aí já sabemos o possível resultado.

Você preza pelo seu relacionamento? Não deixe de seguir a compensação da balança. Lutem de verdade por isso. Muitos relacionamentos podem acabar se desgastando imensamente por ignorarem este princípio. E aí, qual a sua opinião sobre este assunto? Conta pra gente nos comentários!



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