Sobre o natal, sem clichês... ou quase – Um conto real de NATAL!

Eu admito que sou um cado ignorante. Qual o significado do natal? Eu já comentei aqui no blog sobre isso, recentemente e bem... Fiz esse natal ter esse significado. 
Meu irmão sempre que pode me acompanhar às minhas “loucas” jornadas pelas ruas para ajudar os moradores menos afortunados. Não somos ricos, não somos cheios de recursos, mas temos disposição, cara de pau e vontade.
 Meu irmão, apesar de ir, geralmente pra dirigir, o que ele adora, confessou não sentir vontade de sair do carro pra entregar as coisas. Tudo bem, cada um no seu quadrado né? Pois é, mas esse ano eu queria fazer uma ceia com os moradores... Ele se ofereceu pra ir. Eu não queria sinceramente dividir o pão e o guaraná com outras pessoas enquanto meu irmão olhasse de longe. Falei com ele da possibilidade. Disse: cara imagina só, a pessoa que muitas vezes sente-se excluída pela sociedade (o que não vamos mentir, é verdade, pois já vi muita gente fingir que mendigo não existia - eu mesmo já fiz isso e me marcou até hoje) e eles sentem-se excluído com essas e outras atitudes – imagine essa pessoa vendo que não são diferentes, você poder trocar uma ideia, sentir-se... só naquele momento, sabe?
Percebi que as coisas são feitas por pequenos passos. Esse ano não fiz a ceia como gostaria, mas recrutei mais um soldado para a causa. Na realidade, ontem, dia 24/12, a primeira pessoa que vivia nas ruas foi ajudada pelo meu irmão. Ele não precisou nem sair do carro, mas falou com a pessoa. Rodamos por lugares, ele ficou receoso uma vez... Mas me ajudou pra CARAMBA. Plantei a semente e rapidamente ela germinou.
Essa história reflete um pouco do significado do natal, ao menos pra mim... Não digo a parte de ir pra rua e ajudar pessoas somente... Mas a parte do engrandecimento pessoal. Sei que o dia que eu deixar de fazer (e sei que andei distante disso) ele, a Lu e meus pais vão me cobrar: “e aí, cara, desistiu de ajudar a quem precisa?”. Isso é algo valioso DEMAIS. 
Por isso que pro ano novo quero fazer algo parecido com a noiva FOCA. Porque queremos também crescer como pessoas. “Ué, mas vocês acreditam que podem mudar alguma coisa assim?” ou “Mas vocês fazem isso pra se sentirem melhor?” Mudar o que? Sentir melhor do que? Não estamos doentes... Só é uma coisa que o coração pede... e de boa... se podemos dar 1 pão e um copo de guaraná, uma garrafa de água... é nossa OBRIGAÇÃO.
Às vezes passamos por momentos difíceis... Muito difíceis... mas ouvir como ouvimos ontem... “Poxa... Muito obrigado... Eu vou andara madrugada inteira e ficar catando umas latinhas pra vender... Não sabia quando ia encontrar algo para comer de novo... Chegaram na hora certa.”
Essa é a parte boa. Mudar sozinhos não vamos, mas a velha frase... “imagina se cada um fizesse sua parte...”
Talvez seja uma boa ideia vocês, nossos amigos tentarem também!

Por acaso já fizeram algo bacana? E não precisa ser somente na época do natal! Contem pra gente!

1 comentários:

  1. Amei seu blog, muito lindo, e as postagens são ótimas.
    Passa no blog, tem tag para você responder.
    http://outonosvividos.blogspot.com.br/2015/12/tag-louca-por-series.html

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