O poder dos sonhos a dois

Exatamente hoje fazem 5 anos de um dia muito especial para o casal marmota: o show do Green Day no Rio de Janeiro, no HSBC Arena.

Tava um dia quentepracaralho meio quente, e ficamos algumas horas intermináveis na fila. Conhecemos pessoas, fizemos barracos, corremos como loucos, pulamos 3 horas seguidas, choramos algumas vezes e foi um dia incrível. Talvez esteja no Top 5 dos nossos dias mais memoráveis (um dia ainda vamos fazer esta lista. haha)


Green Day Rio 2010


Mas hoje isto não é sobre o show em si e o quão foda ele foi. É sobre o poder e a necessidade dos sonhos a dois. 

O sonho de irmos ao show do Green Day antecede a nossa história como casal. Quando o sentimento começou a surgir, deixou de ser apenas dois amigos indo juntos, mas sim um sonho a dois, com direito a beijo de cinema (que na real por pouco não aconteceu. :P) quando tocasse Good Riddance.

O ponto é que nós não esperávamos, quando nos prometemos isso, é que no momento em que foi anunciado as datas nos shows do Brasil, que estaríamos na maior crise do nosso relacionamento. E quando digo crise, não estou falando de marolinhas (com o perdão do trocadilho). Em muitos momentos nós dois acreditávamos que, apesar do grande sentimento que tínhamos, amor por amor não era o suficiente.

E então o show, nosso primeiro plano e sonho juntos, passou a ser algo pelo o qual nós lutávamos para que acontecesse. Ia ser nosso momento de redenção, marco de mudança, nossa última chance. E fomos planejando ao longo de vários meses como seria tudo, desde os mínimos detalhes, como a hora de chegar no HSBC Arena até o que faríamos depois do show para comemorar aquele dia.

Cada detalhe que pensávamos, e como surpreender o outro, e as expectativas que criávamos nos uniam mais. Aos poucos aquilo foi ganhando uma força muito grande em nós; nós tínhamos um objetivo comum que queríamos atingir. E aquilo passou a ser a nossa força nos momentos difíceis.

Lembrar até hoje da sensação daquela noite causa uma certa suadeira estranha nos olhos. E as vezes nós e milhares de outras pessoas esquecem de que relacionamentos são construídos a dois. Passamos tanto tempo nos preocupando em evitar sermos tolhidos que nos tornamos excessivamente individualistas.

Pensar nos nossos sonhos não nos impede de nos envolvermos em projetos conjuntos. Afinal, se fosse para cada um seguir suas decisões, sem qualquer tipo de envolvimento, qual o sentido de ter um relacionamento? Ter alguém para dividir o colo, mas não para dividir as expectativas, medos, ânsias e sonhos?

Muitos casais terminam rapidamente ou bruscamente porque há uma questão de "desalinhamento" no meio do caminho, que muitas vezes aparece de forma inesperada. Mas será que era tão inesperado mesmo? Afinal, qualquer tipo de relacionamento no qual você não se sinta ligado a pessoa de alguma forma acaba fadado ao fracasso. Seja de formas lentas (e dolorosas) ou então de repente, quando você acorda um dia e a pessoa fala: não está dando certo mais.

Ao propor um namoro, há a perspectiva de uma intimidade mais forte, de encontrar um porto-seguro no outro. E não há qualquer elo de identificação ou de confiança se o outro está preso em uma bolha só sua, vivendo a sua própria vida, sem qualquer construção em conjunto. Este esforço de sonhos a dois deve ser diário: seja para planejar a nova casa, o novo carro, o nome dos filhos, a viagem no final do ano, a velhice, ou até mesmo o almoço de amanhã. 

Isso não significa que aquela viagem de intercâmbio ou a compra de algo para si fique de lado. Relacionamento não é abdicar de si, mas completar si mesmo com a presença do outro, deixá-lo entrar em sua vida e não repeli-lo.

Se tivéssemos sido individualistas, não teríamos nada hoje, nem Marmotas em Apuros e não teríamos tido nosso incrível beijo ao som de Good Riddance. E, com certeza, nossas vidas seriam menos coloridas e felizes. E você, quantas vezes permitiu-se sonhar a dois? Ou vai ficar aí se tolhendo com medo de ser tolhido pelo outro até quando?

1 comentários:

  1. Olha... eu poderia dizer muitas coisas.. mas as vezes as palavras faltam... Tivemos um primeiro beijo desencontrado... e nos encontramos num beijo de reconciliação e redenção. que dia.. que noite... que ruffles, que lasanha, que bebidinhas, que velas, que músicas... que universo perfeito que nos permitiu estar juntos naquele momento

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