Uma das coisas mais belas que aprendi em 2014

A numerologia, astrologia, o Papa e o mundo inteiro já apontavam: 2014 seria o caos total um ano bem hardcore. Ainda não li as previsões para 2015 (até porque eu sou cética e quem eu sei que entende dessas coisas não pude perguntar ainda, e quem sabe em 2015 eu me dedique a estudar isso depois de me matar para concluir a dissertação), mas espero sinceramente que venha pelo menos menos brando do que este ano.

Ok, acabo de ler alguns portais que dizem
que 2015 será regido por Marte. Pelo pouco que conheço
sei que virá mais caos por aí. Céus...

Mas se alguém me perguntasse ainda: o que fez com que 2014 fosse minimamente suportável?

- Descobrir a importância do apoio.

Este foi um ano extremamente difícil. E como uma boa canceriana, me escondi na minha carapaça até ter coragem de colocar os olhinhos para fora de novo. Pouquíssimos sabem realmente o quanto era dispendioso (energeticamente falando) sair todos os dias, colocar um sorriso no rosto e fingir que tudo está perfeitamente bem. Alguns conseguiram observar um pouco mais fundo e não pude me esconder.

E a eles eu devo toda a minha gratidão.

Alguns não souberam o que dizer, mas souberam o que fazer. Ouviram quando saí no dia do meu aniversário com os olhos extremamente inchados, e por pouco não me fizeram chorar mais. Fizeram festa surpresa e estiveram lá, mesmo eu com a pele toda empolada e sem nenhuma capacidade de trocar três palavras espontaneamente. Me arrancaram de casa. Me ofereceram soluções. Entenderam quando eu não quis falar mais nada. E o silêncio foi um sinal de que era hora de zoar, contar a vida, apoiar outros planos. Ficaram putos quando meus planos deram errado. Felizes quando cheguei contando coisas boas.

Alguns poucos - e talvez aqueles que a sociedade diga que devem ser os primeiros a recorrer em momento de caos - foram o extremo oposto. Sucumbi ao cansaço (literalmente) algumas vezes, e as cobranças foram dobradas. Exigiram tempo quando eu tinha que dar conta de milhares de coisas. Exigiram que eu desse colo quando não suportava nem eu mesma. Queriam proximidade quando exigiram que eu me retirasse algumas vezes. Jogaram no chão minha trajetória, menosprezaram, quando nem mesmo um dia procuraram saber quais eram as minhas pretensões e o que eu fazia no meio de vários livros, apostilas e pdf, bolsas de água nos pulsos e ombros, visitas recorrentes ao ortopedista tentando aliviar as dores e viagens de congressos. 

E cada um desses momentos tive (poucos sim, mas) incríveis amigos ao meu lado. Que não sabendo o que fazer fizeram exatamente o que deveria ter sido feito. Que honraram os laços de vida mais do que o laço mais próximo de sangue. Que foram mais do que aqueles que a sociedade determinam que sejam algo para nós. Obrigada amigos. Dedico os frutos das lutas de 2014 a vocês!

1 comentários:

  1. Posso dizer dizer que foi incrível estar ao seu lado nessa cansativa trajetória. Amo muito você

    ResponderExcluir



 
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - COPYRIGHT 2015