[RELATO DA NOIVA] Momento low tech de outubro

Olá gente bonita!

Acabou que na correria do mês de outubro (não consegui ainda dar conta de todas as coisas que deveria ter terminado antes de novembro) não consegui vir aqui contar para vocês como foi o momento low tech de outubro.

[Para quem não conhece a ideia, veja aqui]

Setembro foi super corrido e não deu para tirar um dia totalmente sem tecnologia. Outubro não conseguimos fazer isso durante 24h, mas as horas que nos propusemos a isso foram encantadoras.

Fomos eu e Paulo para a praia do Arpoador ver o pôr-do-sol. Em plena segunda-feira ele encheu um pequeno iglu com algumas cervejas, um pote com vários tipos de amendoins e alguns cachorros-quentes. Saímos um pouco tarde de casa, então não fomos até a pedra do Arpoador. Nada que nos impedisse de sentarmos e admirarmos o espetáculo no Morro Dois Irmãos.

Enquanto o sol se escondia por trás das pedras, conversávamos. Conversamos sobre algumas questões pessoais/familiares. Observamos os cachorros, as crianças, vimos as pessoas chegando e saindo da praia. Não bebemos tanto assim (eu pelo menos tenho um ritmo de bebida muito lento, resultando em apenas duas latinhas).

Quando realmente a noite caiu, descemos para colocar os pés na areia. Eu me arrependi profundamente de não ter levado um casaco - ossos do ofício. Paulo antes havia me lembrado de algumas promessas que tinha que cumprir. "Uma rosa para cada mês" e assim foi. Fiz um pedido, que hoje recebi a resposta de que não seria atendido. Aceitei, afinal, "todo sopro que apaga uma chama reacende o que for pra ficar".

Sentamos na areia de frente para o mar. E divagamos. E gente, como é bom poder fazer isso! Fizemos algumas elucubrações sobre as últimas casas lá no alto da Rocinha, sobre pessoas que poderiam estar em aviões, sobre ter alguém para quem voltar, sobre ter consciência de algumas coisas ou não, entre outras. Alguns assuntos que eu amo pensar, mas com o tempo acabei me fechando para isso. Se permitir abstrair é algo que recomendo para qualquer um.

Nisso também "brincamos" um pouco de Muay Thai, como um bom casal apaixonado pela luta. Ensinei alguns bloqueios e esquivas, e treinamos exatamente isso - buscando reflexos. Eu, como sou totalmente lesada para isso (e olha que fui eu que fui ensinar), tomei um soquinho de leve na altura do olho. Ossos do ofício e não foi nada na maldade (ok, doeu por uma semana, mas depois me vinguei :P).

Fiz meu primeiro ato subversivo na vida. Coisas que não faria sem o incentivo e apoio do digníssimo. Corremos um atrás do outro. Apostamos corrida. Conversamos, brincamos. E então eu pude perceber que não andamos dedicando um tempo só para nós dois sem toda e qualquer preocupação. Isso não faz bem só para casal não, faz bem para alma. Toda e qualquer pessoa devia dedicar umas horas apenas para si e contemplar.Não precisa pensar, fantasiar, apenas contemple. E você vai ver que a sua atenção seletiva acaba te limitando muito todo o tempo a ver coisas em volta.

Resultado: foram poucas horas, mas foi um incrível primeiro passo. Acho que celular não fez falta alguma. Só realmente é complicado para quem não tem hábito de usar relógio observar a hora - afinal, por mais bacana que seja isso, nós estávamos voltando para o subúrbio do Rio de Janeiro e, pode não ser a guerra e zona que há no imaginário de muitos, mas correr riscos também não rola. O Paulo levou o celular, mas foi apenas por controle da hora. Tirou apenas duas fotos e depois nem tocou mais nele. Não ficamos pilhados querendo fotos, observando o mundo pela tela do celular.

O que eu daria como dica? Comece escolhendo o lugar que mais ama para ir. Pessoalmente para mim não tem um lugar mais perfeito para o fim de tarde do que o Arpoador - sim, e sempre que vou fico ouvindo a vozinha do Cazuza "vago na lua deserta das pedras do Arpoador....". Acho que é um bom pontapé para se estimular.

Agora vamos pensar em algo para novembro. Ainda não sabemos como - são muitos planos que estão pipocando e eu nem tive tempo sequer de conversar com o noivinho sobre todos. Mas sim, dedicaremos nem que seja uma horinha para isso. Faz bem. Para a mente e para a alma.

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