Fundo de emergência: você deveria começar um hoje

Olá gente bonita!

Falar de finanças no blog pessoalmente é algo desafiador. Principalmente porque eu sou extremamente chata com dinheiro (maybe pão dura). Mas uma coisa que percebi que não é só comigo é a necessidade de ter um fundo de reserva, fundo de emergência, cofrinho, poupança intocável, o que seja.

Você que está lendo deve ralar pra caramba, trabalhar a semana inteira, aguentar chefe pressionando, ônibus lotado, trânsito péssimo e deve pensar: Mas essa pentelha está vindo aqui falar para eu não gastar?

Calma. Não é bem assim.

Lógico que bate uma vontade de "se recompensar" pelo esforço que você teve com o trabalho. Justo. Justíssimo. Mas pensar em gastar algo hoje sem pensar no "depois" é complicado.

Conheço poucas pessoas que pensam em poupar. Eu pessoalmente acho errado. Principalmente para quem está entrando no mercado de trabalho agora. O mercado é instável (casal marmota sabe disso na pele) e o que hoje chove de oportunidades pode sumir quando você precisar. E até conseguir outro trampo, freela, o que for, as vacas ficam magérrimas.

Minha sugestão é sempre pensar em colocar 10% do que ganha em uma poupança. Primeiro porque dinheiro fora da sua conta corrente faz com que você não gaste ele sem perceber com compras no débito.

Ok, é inviável guardar 10%? Pense na sua rotina e em quais casos de emergência você possa passar: um remédio, um táxi, um exame, comprar um sapato porque o seu rasgou no caminho do trabalho, uma viagem urgente, enfim. Atualmente eu penso, na minha rotina, a quantia de R$ 150 reais que eu preciso ter em caso de qualquer emergência. É o suficiente para viajar para cidades próximas caso seja necessário e poder me locomover nelas. E outras emergências menores gastam menos que esse valor. Não tenho casa própria ainda, não preciso pensar em consertos, obras ou por exemplo, manutenção do carro. Logo, atende a minha necessidade. Se você se encaixa nessa situação, precisa estabelecer um valor maior.

Delimite prioridades. Não, sair na sexta a noite porque você está cansado de ficar em casa não é uma emergência e, portanto, não é um motivo para assaltar a poupança! Nem comprar uma blusa nova porque estava em promoção. Não, não e não! Se você tiver mais do que o que se dispôs a guardar, aí pode pensar em pegar uma parte, mas nunca deixando menos do que o mínimo que se dispôs a poupar.

Acredite, foi pensando nisso que sinceramente eu ainda tenho um pouco de tranquilidade financeira mesmo estando desempregada e sem bolsa, com uns freelas aqui e ali apenas. Ficar totalmente sem dinheiro pode ser uma das maiores enrascadas que você possa entrar. Afinal, a tendência é que quando estamos totalmente zerados e precisamos, apelar para o famoso cheque especial, e aí já viu o estrago, né? (Por isso sou uma pessoa feliz com limite 0 para o cheque especial. Assim não corro risco nenhum de meter o pé na jaca).

E vocês, têm outra estratégia financeira? Divide aí com a gente!

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