.... enfim bacharela

Sim, estou empolgada com o meu título

Todo rito de passagem nos faz refletir sobre a nossa situação anterior. Comigo não foi diferente. Enquanto quase dormia com o discurso do magnífico reitor da UFJF, fiquei pensando nos últimos 4 anos, lembrando de momentos marcantes desta trajetória cheia de risos e lágrimas. Então decidi compartilhar com vocês alguns destes momentos, e que os leitores que são da Facom possam lembrar também junto comigo.

No meu primeiro dia de aula mesmo, pós-trote, tinha aula de Fundamentos do Jornalismo, com o professor Ricardo Bedendo. Me lembro que eram dois tempos seguidos, e ouvindo as histórias dele, meus olhinhos de caloura brilharam. Eu sabia, naquele primeiro dia, que tinha escolhido o curso certo. Pensamento este que mudou ao longo do curso várias vezes. rs. Outros momentos marcantes com o Bedendo também vieram, com a disciplina de Jornalismo de Segurança Pública, que despertou meu amor incondicional pelas carreiras policiais/jornalismo policial. Coisas que influenciam minhas decisões profissionais até hoje.

Depois no segundo período, eu percebi o quanto eu atropelava as palavras com as aulas da Marcinha. Até hoje gosto de repetir os exercícios que aprendi (principalmente o de controle de respiração com a vela). Foi neste semestre que mais fiquei no "bosque" da UFJF, sem me preocupar com tempo e compromissos. Confesso que sinto muita falta disso até hoje.

Memorável convencer as amigas de entrarem em uma campanha de camisinha sustentável. Hoje, confesso, teria que ter sido uma ação mais ousada (afinal, nosso cliente era a Olla). Mas gostei de ter produzido um teaser com mensagem subliminar. Ok, era tosco, feito no Movie Maker, mas vai lá, era terceiro período.

Outro tema em relação ao sexo tem a ver com a matéria que tive mais orgulho em produzir/apurar/redigir: a vida de pessoas que trabalham com sexo. Vimos e ouvimos de tudo, e foi nosso bebê, sendo cuidado meticulosamente até ficar pronto. Renderia até um documentário que, infelizmente, nosso tempo escasso AINDA não permitiu produzir.

Eu entrei amando cinema, e saí frustrada por não ter capacidade técnica para seguir na área (haha). A prova disso foi minha participação-fiasco nas produções de Direção em Cinema... 

E claro, impossível não falar dos mergulhões... Eu achei que nunca diria que amaria rádio e TV. Entrei em pânico no primeiro dia de mergulhão de rádio, me tornei âncora do primeiro programa que foi ao ar, tendo a responsabilidade não só de controlar a fala, mas também de não colocar músicas de mulherzinha no intervalo, um pedido feito de forma muito assustadora singela pelo Álvaro. A correria nos dias de produção (programas de flash que davam todos errados), e ver o programa saindo quase perfeito era maravilhoso. Cansativo, mas repetiria aquelas 8 semanas tranquilamente, sorrindo. E o mergulhão de TV foi divertidíssimo, trazendo muitas risadas, principalmente porque eu adorava ficar na sala de corte, onde a zoeira never ends. 

Algumas aulas foram memoráveis: Semiótica do espetáculo com o fofíssimo do Aluízio Trinta, Estética com a voz metálica vinda do microfone do Potiguara, a voz do Silvio Santos do Leo nas aulas de Ética, os bordões do Zé Luiz em Teoria da Comunicação, o eterno "Delimita" do Chico em Pesquisa em Comunicação, as pseudo-aulas de Técnica em TV... Os mergulhões nem preciso citar...

São muitas lembranças juntas, complexas... Claro que nisso ainda tem as lembranças de tempo livre, saídas com os amigos, festas... Coisas que deixariam este post ainda maior.

Hoje, se você me perguntar se fiz a escolha certa, vou confessar que não sei, pois estou com aquele medo habitual do recém-formado de "E agora?". Mas se me perguntar: "valeu a pena?", eu te responderia: com toda a certeza.

;)

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