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Hoje me toquei de um fato: faz quase uma década que conheço o Paulo. Isso parece meio chocante quando penso assim... Quase uma década. Vamos considerar que eu tenho 2 décadas e uns quebradinhos de vida. Ele está presente já em mais de um terço da minha vida, caminhando para metade.

Assustador.

E fiquei pensando em números, em fatos e em algumas conversas que tive com alguns amigos (principalmente com a Bella, amiga 'recém-conquistada' de 2013). Muitas pessoas se ligam a tempo... "Eu conheço fulano há 283763328623 milhões de anos e não esperava que ele fizesse isso comigo". Ou então "Nossa, fulano largou beltrano depois de tantos anos pra começar tudo de novo". 

Meus caros, achar que é tempo que determina intensidade é um falso silogismo horroroso.

Tem pessoas que não se entregam, que não sentem aqueles sentimentos loucos, malucos, insanos... Algumas pessoas não têm aquela empatia por outras. Algumas só vão descobrir o que é isso tarde demais. Outras vão passar anos com alguém, para sentir isso por uma pessoa em questão de segundos.

O Paulo já sabia tudo de mim antes mesmo de nos vermos cara-a-cara.

Me lembro de uma vez, ainda quando eu tinha um chip da Oi, aquela operadora que não pega nem por decreto até hoje na minha casa (quem dirá em 2006), e ficava pendurada na janela rezando por um sinal para falar com ele naquele velho esquema dos 3 segundos (quem nunca?). Haviam ocorrido algumas situações muito chatas na minha casa que influenciavam diretamente em nós dois. Resumindo: eu andava chorando dia sim, outro também, o tempo todo, pois era uma situação extremamente complexa para se lidar, até mesmo com a minha mente de 22 anos- e apenas lembrando que eu tinha 15 anos. Porém, eu não podia deixar ele descobrir. Não podia, porque tínhamos um trato, o qual eu honrei durante todo o tempo que ele existiu e fiz disso um hábito na minha vida, mesmo depois que terminou: sermos extremamente sinceros um com o outro sobre tudo na vida, mesmo sabendo a gravidade, a intensidade e os problemas que poderiam acontecer. Honrei, menos sobre isto, porque envolvia questões extremamente sérias, que ele, garoto de 17 anos, não precisava saber.

Fingia felicidade, fingia calma. Mas ele sempre percebeu e sempre perguntou:

- Mô, o que tá acontecendo?

- Nada mô. To bem ué.

- Não. Seu tom de voz não mente. Eu posso sentir você.

Ele sabia muito de mim. Eu acho que naquele tempo já sabia tudo. Pelo menos tudo que era necessário. Ele me conhecia mais do que muita gente que me conhecia há 10, 12 anos. E ainda é assim.

Acho que é por isso que me choco quando penso '8 anos'. Parece que foi uma vida inteira.

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