Promessas antigas

Olá minha gente!

Então, no meio (da bagunça incessante) das diversas ocupações que estou neste momento, fiquei devendo uma postagem, né? Enfim, então para compensar, vou (tentar arduamente) fazer um breve relato de porque decidimos casar na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis.

O motivo desse post, além de dividir uma história gostosa nossa, é também esclarecer algumas coisas que as pessoas nos perguntam, sobre 'por que casar numa igreja e não em outro lugar?' ou 'por que Petrópolis e não em Juiz de Fora/Rio?'.

Voltemos no tempo, para o belíssimo ano de 2007. A pessoa que vos fala com 15 anos, o seu respectivo recém-conquistado namorado com 18. Eu estava indo encontrar o Paulo escondida, porque havia um certo acordo de que não poderíamos nos ver até ele poder vir em Juiz de Fora. Detalhes a parte, estávamos vivendo um belo momento em nossas vidas, depois de um ano desgastante, no qual sofremos muito por não podermos arcar com nossas decisões ainda. Estávamos encantados, totalmente irracionais bobos com a decisão que tínhamos tomado, de arcar com as consequências de peitar o mundo (e nossos medos) e encarar um relacionamento a distância. Uma semana antes, eu recebi uma pequena proposta. (Claro que as palavras exatas não foram essas, mas tenho certeza de que foram muito parecidas, pois a boa memória aqui prevalece!)

- Então, você pensa em casar comigo?

- Claro ue. Você não é o amor da minha vida? Quero passar o resto da minha vida com você.

- Então, por que não nos casamos na próxima vez que nos vermos?

- Como assim?

- Ué, a gente pede a Deus a Sua bênção para nós. Não precisamos de padre, nem ninguém para isso. A gente não se ama? Então, aí já vamos estar unidos. A gente depois faz a cerimônia, bonitinha. Mas já estaremos casados de alma.

Eu aceitei. Era meio loucura, mas aceitei. No dia, o primeiro lugar que fomos visitar foi a Catedral. Nunca fui católica, mas sempre respeitei todos os templos sagrados de todas as religiões (acho que é o mínimo que devemos ter, não é?). E o Paulo, nessa época, se sentia mais ligado a essa religião. Me lembro até hoje do menino novinho, emocionado, rezando algo que pertencia só a ele. Depois da euforia, refletimos sobre a questão daquele gesto, e sabíamos que, independente de qualquer crença, as coisas não deveriam funcionar daquela forma. De mãos dadas decidimos que podia não ser aquele dia, mas seria o lugar. Sentimos aquilo de uma forma impressionante dentro de nós. E as duas 'crianças', com lágrimas nos olhos, fizeram a segunda promessa de suas vidas juntos (a primeira é uma história para se contar outra hora). E eu não quero quebrar promessas. Mesmo.

Cartão que recebi, naquele dia 30/06/2007, apesar dele ter esquecido que era véspera do meu aniversário. :P

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