Por trás de toda história bonita...

Quinta-feira foi o dia de contar histórias de amor. Fui dar uma entrevista para uma colega de faculdade sobre a minha história com o Paulo e isso acabou rendendo durante o almoço conversas sobre as nossas histórias com nossos "amorecos".

Pensando depois sobre tudo que foi dito, fiquei refletindo sobre a nossa perspectiva de contar as histórias. Realmente é muito bonito dizer que nossa história surgiu na Internet, contar a parte boa (e ainda sim sofrida) de nós dois. Nunca pensei que não conto os obstáculos reais, além do fator "distância". Nossas falhas, falhas do destino, coisas do tipo.

E não é vontade de esconder nada, entendam...

... até porque alguns pontos tornariam nossa história ainda mais bonita, considerando que superamos algumas coisas que sinceramente nem 0,5% dos casais tentariam continuar depois disso.

Claro que alguns detalhes a gente não sai espalhando por aí, são pessoais, são coisas que nos afetaram de alguma forma e não é qualquer desconhecido que merece saber. Algumas pessoas que estiveram comigo desde o início de tudo sabem algumas coisas, mas e as que não tiveram?

As vezes é complicado. Eu não tenho vergonha de dizer que há sim coisas 'antiéticas' na nossa história. Não é por isso que não conto quando amigos novos perguntam. Simplesmente é inconsciente e tento entender porque isso acontece. Não sei explicar.

Não quero uma história que as pessoas achem louvável, perfeita. Não quero construir a imagem do casal perfeito. Somos perfeitos dentro das nossas falhas, e ainda assim acho nossa história admirável. Se não for sofrido, não é amor, não é? ;)

Só queria esclarecer que não é hipocrisia guardar a parte ruim quando falo de nós. É só espontâneo. Nossa história já é tão problemática sem as coisas 'ruins' que, como disse, se fosse contar o nosso primeiro ano 'de amizade', estenderia o relato de 20min para 1h.

(Pode não parecer olhando assim, mas essa foto de janeiro de 2009, indiretamente, tem a ver com o tema deste post)
E uma dica para quem acompanha: não tenham vergonha de partes da história de vocês. Encarem isso como algo que os conduziu até aqui. Se vocês superaram os baixos, acreditem, já são uma minoria nesse mundo plástico onde quando se quebra algo você joga fora em vez de consertar. Admirem-se em totalidade, é isso que importa.

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