A difícil arte de comunicar a decisão dos padrinhos...

Desde que noivei, entre tantas mil coisas que me preocupei, acho que a que mais rouba meu soninho de beleza é a decisão sobre quem seriam os padrinhos. Para alguns é simples: você escolhe os amigos mais próximos naquele momento e pronto. Eu, canceriana por excelência, com minha lua em peixes, sou cercada de sentimentalismos e misticismos. E não poderia deixar de fazer dessa decisão algo bem cheio de mimimi simbólico.

Motivos para isso? Simples.

A minha crença é que os padrinhos não devem ser escolhidos apenas por uma aproximação com um dos lados. Não. O casamento é uma união entre duas pessoas e estão ali no altar como forma de consagrarem aquela união. Não estou nem falando em sentido religioso. Estou falando na simbologia da coisa. É quase como se eles estivessem ali dizendo: "admiro vocês como casal. E estamos aqui para 'garantir' que essa união seja bela e eterna". Tal como padrinhos de batismo, acredito mesmo que os padrinhos de casamento tenham meio que a "responsabilidade" de zelar para que seja feito o melhor pelo casal - inclusive se Deus me livre e guarde eles se separarem.

Ou seja, eles não são eternos escudeiros da parte com quem tem mais intimidade. E daí parte a minha premissa da escolha: Os meus padrinhos têm que ter uma boa relação com meu noivo. A cumplicidade e a intimidade são problemáticas diante da nossa forma incomum de relacionamento, mas não podem ser apáticos com ele. Indiferentes. Tem que ser capazes de ouvir os dois lados, de puxar a orelha dos dois lados quando necessário. E principalmente, não sumir ao longo do percurso. Pois, na minha concepção, essa escolha é para a vida toda.

Quando eu "anunciar" a decisão final de todos os padrinhos (que escolhi poucos, pois não é bagunça!), quero que eles entendam a importância disso pra mim. A escolha não foi aleatória e não se baseou somente no tópico acima. Mas também porque foi reflexo de como essas pessoas lidaram com meu relacionamento ao longo desses 6 anos e principalmente como lidaram comigo também. Se alguns não foram capazes de se manterem ao meu lado, terão responsabilidade para estar ao lado do casal? É um reconhecimento de que eles quiseram o melhor para mim, que torceram por nós, que estiveram ao nosso lado até mesmo nas nossas piores crises. E isso, pra mim, é algo extremamente importante.

Bom, como o post de domingo é sobre a nossa situação no casamento... Falta apenas "um membro" da "honrosa banca de padrinhos". Não que não haja opção... É simplesmente complicado escolher um(a) em detrimento de outros (as).  Mas já sei como será o comunicado. Vai dar trabalho, mas será lindíssimo.

E como toque para os futuros noivos que acompanham o Marmotas em Apuros, tenho aqui algumas sugestões interessantes que fui garimpando em outros blogs. (Não, não tirei a minha ideia de algum deles. Esta já estava tomada antes mesmo do pedido. (:  )

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