730. Vulgo 2.0

Meu objetivo nunca foi fazer algo textual. O post de hoje era para abusar da emoção, da parte audiovisual. Mas as rotinas acabam nos impedindo de fazermos o que gostaríamos. Então deixemos a minha melhor parte em evidência: a expressão escrita.

Hoje faltam apenas 2 anos para o dia mais importante da minha vida... De nossas vidas... Não por ser o casamento, aquele momento que espero por ele desde que me entendo por gente. Mas por fazer um rito de passagem de algo que minha alma já aceitou para ela.

No fundo, eu já estou casada.

O que é o casamento além da consagração de uma união de duas almas gêmeas que esperam dividir uma vida inteira - e ainda assim acharem pouco? Do que admitir "eu não sei mais ser completo sozinho, vem me completar?". Eu admito amor, não sei mais ser completa sozinha.

Não que ainda que nosso caminhos se dispersassem, que eu não sobreviveria.

É exatamente esse o ponto: eu sobreviveria. Uma sobrevida na qual faltaria uma parte importante.

Sou casada porque abri as portas da minha alma, sem segredos. Não sei me esconder atrás do orgulho ou de uma cortina de receios. Fiz de você minha muralha para o mundo externo. Não me recolho mais em bolhas. Você se tornou meu refúgio.

Sou casada pois não tenho medo do companheirismo. De admitir minhas fraquezas. De lhe apontar as suas qualidades. Quantos e quantos 'casados' apenas por um papel gostam apenas de apontar o dedo e mostrar fraquezas? Não. Sendo você parte de mim, mostrar que você fosse (hipoteticamente) fraco é mostrar que sou duplamente fraca.

Uni minha alma a você antes mesmo de te ver. Nas lágrimas que secou em ligações de 3 segundos, quando ainda tínhamos internet discada e não havia skype e nem infinity. Entreguei meu coração quando você aceitou me dar o ombro sem saber que minhas lágrimas eram fruto das minhas lutas por você. Não importava os motivos, não importava nada além de me fazer sentir bem novamente.

Uni minha alma quando não acreditei. Uni minha alma a sua no momento que aceitei, lá na segunda vez que nos vimos, seu pedido 'infantil' de 'nos casarmos' lá na Catedral de Petrópolis. Unimos nossas mãos e como crianças que éramos, choramos copiosamente diante de nossos pedidos silenciosos. Os deuses olharam para aquelas crianças de 16 e 18 anos e viram a pureza de nossos pedidos. Bastava nos dar força e fé até que o grande momento chegasse. E estamos aqui, faltando apenas 730 dias para o tão esperado momento em que simbolicamente faremos diante de todos aqueles que nos amam aquilo que já temos dentro de nós.

Não é preciso bênção de ninguém. Não é preciso grandes pompas.

É preciso apenas o rito de passagem. É preciso a fé em nós. A fé inabalável de que se passamos nossos percalços (e que foram tantos e tão difíceis) e estamos aqui, fortes, unidos e mais apaixonados do que nunca, é porque aprendemos a consertar em vez de jogar fora... É porque aprendemos o que definimos como prioridade. É porque aprendemos a diferenciar o que vem de fora e nos atinge e o que é problema nosso efetivamente.

E digo agora a você, meu amor: foram tantas as declarações de amor nesse tempo, que acabei esquecendo muitas vezes de reconhecer seu amor por mim. Hoje, além de dizer mais uma vez o meu amor por ti, venho agradecer por ter aceitado entrar nessa jornada maluca quando viu minha foto numa comunidade do Orkut e decidiu me adicionar. Há momentos decisivos na vida - muitos deles não percebemos - que, seja pelo destino ou por nós, determina todo nosso futuro. E por você eu estou aqui, sendo a mulher mais feliz do mundo, do universo, de onde for. Obrigada. Por ser tudo e mais um pouco para mim. Te espero de branco, com maquiagem a prova d'água e com o coração na boca lá em Petrópolis, (re)começando nossa vida, daqui a 2 anos.

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