#OpPadrinho

- E lá e de volta outra vez -

Voltamos gente! E não, não esquecemos de vocês!

É que eu tentei dar um espaço para o noivo escrever algo, mas esquecemos que deixamos de brincar de sermos adultos. Ele, como um bom engenheiro, está enrolado entre trabalho, trabalho de campo, cursos e estudos. Além disso, alguns acidentes de percurso estão dificultando um pouco a vida dele.

Problemas a parte, vamos a parte gostosa. Vou relatar para vocês, na versão da noivinha, os detalhes da #OpPadrinho, que começou assim meio sem querer com ideia de ambas as partes, mas na total falta de confiança na possibilidade dela se tornar real, acabamos deixando de lado.

Mas antes, seguindo um pouco da ordem cronológica dos fatos, vamos a um breve relato introdutório sobre o assunto, para que você não termine o texto pensando: "Ok, mas por que ele?!?"

O ano era 2009. Um dos mais turbulentos e problemáticos da minha vida. A tsunami onda de problemas pessoais vinha aumentando drasticamente. Isso sem contar que eu estava no último ano do Ensino Médio e estava perdendo as unhas e o cabelo para os estudos.

Além disso, eu estava com Síndrome de Orfandade de Autores. O que significa que eu buscava arduamente um autor que conquistasse esse meu coração arredio - e que estava frágil naquele momento. Uma professora indicou um tal de Carpinejar, gaúcho que estava começando a ganhar espaço na área. Era a chance de abrir meu coração para uma paixão platônica. E foi amor ao primeiro texto. Amor arrebatador, daqueles de cinema. Meu vício no Twitter ainda me fazia seguir as frases dele. Não era possível.. Se eu me sentia mal pelo motivo X, ele postava 5min depois uma frase sobre o assunto X.

- Sim, ele é um mago, eu acredito nessa teoria maluca.

Esse meu platonismo louco acabou despertando a curiosidade do noivo (que até então era apenas namorado). E ele entendeu perfeitamente o motivo. Ele não falava só de mim, mas de nós. De uma forma única, sincera, e engraçada. Dali em diante ele se tornou meu terapeuta sem saber.

- Até mesmo quando veio a pior crise do meu relacionamento, em novembro de 2009.

Quando eu pensava em fugir e largar tudo, vinha uma crônica nova. E o sentimento que me despertava dava forças para não abandonar (Como ele mesmo disse na última palestra no RJ, "quem ama não abandona"). Funcionava bem. Doses homeopáticas vinham pelo Twitter e quando a situação ficava crítica, o blog resolvia tudo (ainda no blog antigo). E aos poucos o terapeuta acabou curando meu coração fraquejado, junto com a persistência de nós dois.

Nos tornamos mais cúmplices a partir dele. Volta e meia nossos detalhes aparecem no texto dele (como aquiaquiaqui e principalmente aqui). O mais sensacional foi ver a nossa crise relatada em uma crônica de maio de 2012 que viria depois a aparecer no livro "Ai meu Deus, ai meu Jesus". Exatamente ela. Sem tirar nem pôr. A partir dali eu fiquei mais admirada e impressionada com a capacidade do acerto. Não era coincidência. Não acredito em coincidências.

Quando noivamos, veio a ideia louca: ele precisava estar presente. Afinal, um dos "salvadores" do nosso relacionamento não poderia faltar nesse dia. Mas a loucura maior partiu do noivo, mesmo que eu tivesse pensado a mesma coisa e me faltasse coragem.

- Como detalhe pessoal, a primeira vez que estive com Carpinejar. No dia em que fazíamos 5 anos e 4 meses de namoro. Um dia antes do famoso pedido de casamento.



Na última vez que ele esteve no Rio pensei em convidá-lo para ser meu padrinho. Era uma honra merecida. Mas o noivo se prontificou, mais corajoso que eu. Eu acho que ele não tenha acreditado de primeira. Mas diante da insistência, acho que o convencemos. Contou empolgado para sua namorada/noiva/esposa Juliana. E meu coração dava pulinhos de felicidade.




A coisa mais gostosa foi ver que ele nos reconheceu.

- Vocês de novo?!? Mas eu já dei alta para vocês! Vocês estão sempre se provocando na fila, né?

Nunca teremos alta meu amigo, devia saber disso. Nunca abandonamos a terapia se ela nos faz bem. Obrigada por ter aceitado e espero que não desacredite do convite e, principalmente, saiba que vamos aceitar a oferta do chimarrão quando formos à Porto Alegre!

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