Não direi como sempre, pois parecerá algo rotineiro. Entretanto, conseguimos (como sempre) nos divertir nestas férias. Foram, de algum modo, mais especiais que as outras, se é que é possível tal afirmação. Foi tão divertido tê-la ao meu lado... Mesmo que alguns planos não saíssem perfeitos, sempre dávamos um jeito de aproveitar cada situação. Conversamos, namoramos e nos amamos.. e como amamos...
Foi simplesmente incrível, mas sim, sou chato.. Consegui encontrar um defeito.
Foi curto demais. 2 semanas que passaram como um trovão: rápido, implacável.
Apesar disso, pudemos aproveitar tanto, e conversar tanto ao ponto de ambos perceberem o quanto temos crescido. Talvez o fardo do meu recente desemprego que em breve será resolvido, ou então do mergulhão da faculdade dela, quem sabe. Ou talvez outro pequeno fato: nosso casamento está muito próximo. Isso é chocante e assustador e lindo, logo estaremos morando juntos, casados.. marido e mulher. Eu não entendo muito de decoração, não dou 500 idéias, mas quero ver tudo, opinar em tudo e ainda surpreendê-la, não sei como.. quem sabe mostrando algo que ela ainda não tinha visto ou simplesmente não esperasse que eu fizesse.
Sim, sou daqueles românticos, muitas vezes melosos, que gruda, que beija, que pega no colo, que faz cócegas. Foi assim que ela se apaixonou por mim, então dentre muitas coisas, tentarei sempre fazer uma surpresa.
Com esse pouco tempo juntos deu para ver muita coisa e não ver nada, namorar muito, mas ainda assim ter saudades enquanto ela ainda se encontrava ao meu lado.
Fato é que sinceramente amei demais as férias, onde pude imaginar mais ainda como serão nossos filhos, nosso apartamento, ouvir os problemas, consolar, estar do lado.
Hora difícil aquela da rodoviária, chegar correndo, descer rápido.. olhar pelo vidro do ônibus e depois ser atrapalhar pelo de outra companhia.
Mas nem sempre a hora do adeus em si é o pior momento. Arrumação da mala por exemplo... Ou para quem não sabe, quando ela vem ficar comigo sou eu quem levo as coisas dela na minha carteira... Um símbolo, uma tradição. Na hora que ela se vai fico ainda mais triste, desfazendo seu cantinho, seu pequeno território na minha carteira... Tento repor, tascando papéis aleatórios e papéis fiscais vencidos.
Não dá, ela faz muita falta... Deixarei seu cantinho lá, na esperança que retorne logo.
Anseio pelo casório, quando com certeza dormirei sentindo o cheiro de seus cabelos, um dia após o outro.

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