Era uma vez o Orkut...

Era o ano de 2006 e ainda nem se falava no fim do mundo.

Era janeiro e ainda não fazia esse calor insuportável que vemos hoje (e olha que ainda nem é verão).

Ela tinha 14 anos e ainda esperava o amor perfeito aparecer debaixo da janela com flores...

Ele um dia a encontrou numa comunidade sobre uma banda. Nem era a maior delas. Nem a melhor. Ainda por cima com um erro gravíssimo gramatical de inglês.

Ele fez um pedido singelo:

Ela nem leu e aceitou. Orkut prostituído na época (qualquer um entrava).

Dali para o MSN. E o desconhecido pedinte virou o "skatista carioca" que cederia a casa para ela caso a banda viesse ao Brasil. (e tantas foram as alcunhas até que ela finalmente descobrisse e lembrasse o verdadeiro nome dele...)

A primeira declaração de amor veio seguida de risadas e uma frase: "Eu nunca vou me apaixonar por alguém que eu nunca vi!".

(Sabe o que dizem sobre "nunca", não é?)

Quando ela cedeu, era um pouco tarde demais. Destinos opostos. Tantas lágrimas. A poesia romântica tomou ares raivosos. As cartas semanais se perderam nos Correios. Viraram as costas um para o outro. 2007 começou sem uma troca de desejos sinceros para o Ano Novo.

Era 2007 e o karma do ano terminado com múltiplo de três havia acabado (ela, tão supersticiosa...)

Ela tão teimosa, mas tão estourada. Ele tão teimoso e tão estourado.

Eram tão feitos um para o outro, desde antes, até aquele momento que tinham mudado completamente um ao outro.

Eram obstinados e decidiram se encontrar.

Mas isso é assunto para outro dia.

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