A visão do meu mundo, do pedido mais esperado, do momento mais aguardado dos últimos tempos!


Acho que as coisas poderiam ter sido completamente diferentes, se dependesse da minha cabeça dura. Passei por um momento de forte e brusca mudança. Não era bem repelir, mas por medos e certos princípios, a idéia do casamento foi sempre bem vinda, mas não para aquele determinado instante.
Queria ter uma base, algo a oferecer além dos meus risos e a bolsa do estágio, que logo acabaria. Dar um passo adiante parecia algo aterrorizante, que me traria uma responsabilidade que não estava pronto.
 Precisei ouvir, me conscientizar e mudar. Não demorou, a mudança foi até estranhada.
Vi que não precisava da estabilidade que um casamento requeria, e que já que morávamos em cidades diferentes, precisaríamos de tempo para arrumar as coisas do casamento.
Mergulhei de cabeça, era inevitável tentar pensar no melhor pedido, parecia que ela sabia, tocando no assunto, mostrando pedidos na web. Pensei: “não chegarei aos pés de nenhum desses”. Ficava doido, tentado unir idéias, mirabolar, arranjar desculpas, deixar de dar atenção a pessoa amada, pensando, maquinando. Foram tempos difíceis, por duas ou três vezes tive que mentir, fingir que tinha armado um passeio, ou um almoço, e que ela acabaria descobrindo, revelava a falsa verdade, fui bom em despistar.
Aproveitei uma das mentiras, disse-lhe que íamos passear quando viesse, almoçar e namorar. Quem não iria gostar de um convite assim?
Então, na semana da sua vinda, no dia 5 de setembro, estávamos comemorando mais um mês, mais precisamente 5 anos e 4 meses, de forma bem peculiar, fomos conhecer o nosso grande autor, Fabrício Carpinejar. Acho que tudo funcionou como preliminares do pedido, ela amou ir ao encontro do poeta louco, bater um rápido papo e agradecer, por motivos nossos, ele foi de grande importância.
Então tudo bem, minha amada avisada, dia 6, acordaremos cedo pra passear, afinal, íamos viajar, precisávamos fazer o dia render.
Acordamos, o transito caótico do rio de janeiro me fez entristecer um pouco.
Entreguei a pista número um, mandei um depoimento pelo Orkut, onde nos conhecemos, pista essa que levava a comunidade que ela era dona quando resolvi adicioná-la. De lá ela sabia, tínhamos que ir ao HSBC Arena, palco do show do Green Day, nossa banda! Foi nessa hora que vieram os problemas, o trânsito estava um caos, as vésperas de um feriado, tive que mudar os planos. Fomos direto para pegar o ônibus para Petrópolis, porém eu vi o horário errado. O que não foi de todo mal, pois pudemos ficar conversando. Durante a viagem, minha idéia de caça ao tesouro se uniu a de fazer tarefas, onde tínhamos que relembrar os momentos do show, o que faríamos onde aconteceu o evento, o que foi maravilhoso e ajudou a passar o tempo do percurso. Já foi mágico poder viajar ao lado dela, pois no primeiro dia, cada um vinha de sua cidade, a dúvida batia, será que ela viria?
Relembrei isso também, mas com ela ao meu lado.
Ao chegar em Pet, mais uma tarefa: reencenar o primeiro encontro. Sim, tinha pura magia, foi perfeito, para mim, o melhor reencontro, admito que nos poucos segundos que ficamos afastados o coração já doeu de saudade.
Logo depois, íamos ao centro da cidade imperial, em meio a conversas, tarefas e dicas, tomamos o simbólico sorvete de Mcdonalds, delicioso e mais caprichado pela moça que serviu. Nos dirigimos ao palácio de cristal... só de lembrar o coração já para. Sentar e conversar.. parecia simples, mas não era.
Propus um dia de princesa, mas na verdade era um recomeço, o fim das coisas e o início de tudo. Precisávamos destruir os medos, mandar embora as sombras, ou ao menos tentar. Ah, eu precisava deixá-la sem palavras também e consegui!
Então, lendo uma poesia, mais uma, a última, mais profunda do que todas as daquele dia, pus a mão ha(dé)bilmente no bolso de trás, pois tinha escondido uma certa caixinha preta, em um dos momentos em que minha princesa se distraiu no Mc...
Tinha lhe entregue a câmera, pedi que gravasse, eu tremia por dentro, as tinha que parecer o seu porto seguro de sempre.
Tirei-lhe a atenção com as palavras, chamei-a de volta com o brilho dourado perante a imensidão negra, de joelhos, como em 2007. Suas palavras, embora não admita, engasgadas, saíram:
O que... mmm
Sim, essas foram as primeiras palavras, seguidas do...
Ela me aceitou!
O dia acabara de começar naquele instante, e não terminou, não terminará, a luz me invadiu, sou o homem mais feliz do mundo.

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