Como contornar momentos de crise financeira?


SE TEM UMA COISA QUE CASAL MARMOTA ENTENDE BEM É CRISE FINANCEIRA.




via GIPHY
E olha, com maestria, viu? Volta e meia é um desemprego, um gasto extra, um bichinho que ficou doente, um celular que estragou na véspera de uma viagem e bum! A conta no banco que já não era lá muito boa cai vertiginosamente e o desespero fica como? Pesaaado.

Mas é sempre possível conseguir contornar esses momentos para, PELO MENOS, não se endividar absurdamente. Veja algumas coisas que aprendemos ao longo dessa trajetória.

Corte os supérfluos

Muitos dos nossos gastos mensais são coisas que realmente não precisamos. Isso porque nos acostumamos que, pequenos gastos não são um problema no final do mês, mas são sim!
Faça as contas de algumas coisas simples:
  •  Quanto você gasta de lanche por mês? Por exemplo, aquele salgado + refresco no final do dia era realmente necessário? Não seria melhor ter levado algo que já tinha em casa para comer?
  • Você precisava mesmo ter pego aquele Uber para voltar para casa aquele dia? Não seria possível ter voltado de ônibus/a pé e economizar um pouco, mesmo que uma diferença pequena?
  • Você precisava mesmo daquele item naquele momento? Não poderia ter improvisado alguma forma? (por exemplo, ao invés de comprar aquele tênis novo, ter encontrado um usado e em boas condições em brechós ou grupos de bazar?)

No final do mês essas diferenças batem forte nas finanças. Por exemplo, se você gasta R$ 10 por dia com um lanche ao voltar do trabalho, pode parecer pouco por dia. Mas ao final do mês são R$ 50 por semana, R$ 200 por mês. Um valor substancial, não é mesmo?

Uma diferença de R$ 4 no Uber/táxi para o valor da passagem parece algo sutil. Mas quantas vezes por mês você opta por essa diferença? Faça as contas.

Faça alguns sacrifícios básicos

Temos que entender e construir nas nossas cabeças que apesar de gostarmos de algumas atividades, de fato não necessitamos fazê-las. Por exemplo, o noivo marmota adora comer um japa (ele queria estar comendo nesse instante, inclusive!), mas tem consciência que infelizmente não pode fazer isso todo final de semana, como curte (a noiva disse todo dia, mas não é verdade).

Se você tem prazer em comprar, desacelere. Veja o que realmente você precisa, otimize seus gastos.

Veja se há opções mais baratas para aquilo que você necessita

Como falamos, uma forma de contornar a crise financeira é fazer mudanças simples no seu cotidiano. Por exemplo, se você pode economizar levando marmita, por que gastar comprando almoço?
Se você pode preparar seu hambúrguer caseiro, deixando congelados os bifes que fizer, por que comprar semanalmente em uma lanchonete?
Outras opções de substituição são:
  •  Comprar objetos usados ao invés de novos, o que ajuda também na sustentabilidade do planeta;
  • Ande mais a pé: alguns pequenos trajetos podem ser feitos a pé ao invés de pegar um ônibus;
  • Troque fornecedores grandes por pequenos: por exemplo, um bombom artesanal feito por um colega do trabalho pode sair mais barato do que o comprado em uma loja de grande marca.

Busque oportunidades de fazer mais dinheiro


Um bico, um freela de final de semana pode parecer pouco dinheiro, mas que fará a diferença no final do mês.

Há diversos grupos no Facebook que buscam pessoas para eventos curtos, ensaios, pesquisas e que pode ser uma boa oportunidade.

Também vale a pena investir nos famosos “clientes misteriosos”. Nesse caso você irá avaliar um produto ou serviço, indicado pela empresa e terá o valor gasto ressarcido, bem como uma comissão pela pesquisa. É uma forma interessante de conseguir um dinheiro a mais e, quem sabe, até aproveitar algumas coisas (por exemplo, há clientes misteriosos de avaliação de cinema. Bacana, não é?)

Venda aquilo que você não usa mais

Sabe aquela roupa que você não usa mais e que está encalhada no seu armário? Aquela camisa de estampa legal, mas que não te serve mais?

Ou o videogame que você não joga há meses por falta de tempo ou desinteresse?

Que tal vender?

Coisas seminovas, com bom estado de conservação, podem ser comercializadas no Mercado Livre, Enjoei, OLX e grupos de bazar. Querendo ou não, cada peça vendida pode gerar um valorzinho que será útil no final do mês.

Evite compras parceladas

COMPRAS PARCELADAS SÃO UM PERIGO! Muitas vezes queremos a comodidade de poder pagar um valor suave por mês, mas isso pode ser um problema.

Além do efeito cascada, quando acumulamos diversas compras parceladas, há também o risco de você ficar sem o dinheiro para pagar a fatura depois. E aí? Um problema, não é mesmo?

Então se puder evitar, sempre pague a vista. Até porque, nesses casos, você evita os juros que são embutidos em pagamentos parcelados.

Evite ao máximo o cheque especial

OUTRO PERIGO! Os juros do cheque especial são ASTRONÔMICOS e viram uma bola de neve! Pode ser tentador utilizar um pouquinho do valor para alguma coisinha que é uma “pseudoemergência”, mas que não é bem assim. Ou achar que “ok, eu pago o bar no cheque especial, depois o salário compensa”.

O valor dos juros que você irá pagar pelos poucos dias de uso não compensa! Lembre-se: NÃO COMPENSA. Vamos repetir again: NÃO COMPENSA!!!!!!!

Ufa! Essas são apenas algumas dicas que aprendemos com o tempo e com nossos apertos! E vocês, o que têm para nos ensinar? Conte para gente nos comentários, ok?

Tudo novo de novo, ou: estamos de volta!


We are back! Again!


via GIPHY

Nós sentimos muita a falta desse nosso cantinho. Mesmo. No meio das nossas rotinas loucas, com trabalho, estudos e atividades, acabamos perdendo inspiração e tempo para alimentar o blog. Alguns projetos pessoais ligados a ele (como, por exemplo, a recomendação de livros) tinha se perdido pelo simples fato de que: NÃO HAVIA TEMPO PARA LER.

Até a gente se adaptar à nova rotina foi difícil, sofrido. Nossos horários eram desconexos: enquanto o Paulo acordava de madrugada e dormia cedo, a Lu acordava mais tarde e dormia já no início da madrugada. 

Porém, como vocês devem saber, a mente cobra quando nós não dedicamos um tempo àquilo que nos faz bem. 

Junto com isso diversas pessoas que nos conheciam pelo Marmotas em Apuros passaram a nos perguntar pelo blog. Elas sentiam a nossa falta. Nosso pequenino público (normalmente nossos amigos e parceiros blogueiros que encontramos pelo caminho) sentia a nossa falta.

Quer sensação mais gostosa do que saber que pelo menos uma pessoa admira o que fazemos e sente falta das nossas publicações?

Foi pensando nisso que conversamos, principalmente porque o domínio estava vencendo: abriríamos mão do nosso sonho, que começamos há 5 anos como uma forma de registrar nossa trajetória até o sonhado casamento ou então retomar ele de vez e voltarmos a nos dedicar a algo que gostamos?

Bom, vocês estão vendo o resultado aqui! Rs

Temos já um calendário todo bonitinho de publicações para o mês todo e esperamos que vocês gostem do nosso retorno!

Indiquem nosso blog para amigos, colegas, deixem sua opinião, não nos deixe saber que vocês gostam de nós apenas na nossa ausência! É importante demais o feedback de vocês, viu?


E SEJAM BEM VINDOS DE VOLTA AO MARMOTAS EM APUROS!

A importância de ser feliz com o outro e PELO outro

Uma das grandes lembranças boas que eu tenho desse ano foi a compra da minha passagem para Recife. Era um sonho passar meu aniversário nessa cidade e em 2015 ele acabou não acontecendo. Eis que em abril desse ano surgiu uma promoção incrível e, curiosamente, coincidia com o período do meu aniversário.

Me lembro ainda que havia um dilema em saber se o Paulo poderia ir comigo ou não, por causa de questões financeiras e de compatibilidade de horário com o trabalho dele. Eu já queria muito aquilo, mas de certa forma fiquei meio receosa: viajar sozinha, comemorar meu aniversário sozinha não era algo que eu estava esperando, mas ao mesmo tempo não queria perder a oportunidade.

Na indecisão, o Paulo incentivou que eu fosse mesmo assim. E me lembro de ter chorado igual criança de felicidade quando comprei a passagem.

Ele me acompanhou no aeroporto e, mesmo de longe, fez parte de todo esse processo. Eu enviava fotos, comentava sobre onde eu estava e ele apoiava quando podia. Mais do que pela viagem em si, eu estava feliz porque ele estava feliz por mim. Nada ele teria em troca, nenhuma vantagem, nada. Ele estava feliz apenas por mim.
Porque estava com saudade mesmo :P


-----
Para quem acompanha o blog, deve saber que nós temos nosso projeto "fitness", que nada mais é do que uma mudança para uma vida mais saudável de fato. E se acompanha o nosso Instagram, sabe que ficamos muito tempo paradinhos, principalmente o Paulo.

E com isso eu percebi que ele ficou amuadinho por muito tempo. Eu torcia para que ele pudesse voltar a ter suas atividades logo,pois sabia que isso era uma grande parte responsável pela felicidade dele. 

Eis que emprego novo, novas oportunidades, e ele voltou. E eu vi um brilho nos olhos dele que há muito tempo não via. E aquilo me fez feliz mais do que até mesmo os meus próprios resultados tentando voltar a essa rotina. Sem contar que me inspirou muito. Muitas vezes quando ele manda uma foto de um pace melhor na esteira, eu fico toda boba, tipo orgulhosona mesmo.

----
Esses dois exemplos são para mostrar a importância de não só ser feliz com o outro, mas também de ser feliz pelo outro - aqui em um sentido de que o fato da pessoa estar feliz me deixa feliz.

Cada vez mais somos incentivados a um individualismo nas relações. É claro que a relação de codependência não é saudável e nem deve ser incentivada. Mas cada vez mais escuto coisas que incentivam não "eu primeiro", mas o "apenas eu". E isso não é relação, nem parceria, muito menos amor.

Amar é, sem se neutralizar, ver que há uma pessoa feliz contigo e uma pessoa feliz independente de você. Que há caminhos na vida dela que trazem um sorriso encantador - aquele sorriso que te deixa bobo, apaixonado e hipnotizado pelo outro.

Acreditar que o outro não pode ser feliz sem você é egoísmo. Ignorar a felicidade do outro sem você é egoísmo. E é importante incentivar esses momentos, fazer com que o outro busque a sua própria felicidade.

Afinal, quer algo tão gostoso quanto ver seu amado chegando próximo a você radiante com uma boa história para dividir contigo? Poder ouvir ele(a) empolgado, contando suas expectativas, boas histórias e, até mesmo, fazendo novos planos contigo por isso?

Então que tal observar o que faz seu (a) parceiro (a) feliz e incentivá-lo a buscar isso? 

4 anos de noivado: a maior lição que aprendi


Olá gente bonita!


Não repara as teias de aranha não, tá? É que está rolando uns transtornos, estamos em obras para melhorar nossas vidas. ;)

Hoje é o incrível dia em que comemoramos 4 anos de noivado!

O QUÊ? QUATRO ANOS?

Pois é. Voou, não é mesmo?



E com uma experiência tão grande em "ser noiva", quero dizer qual foi a maior lição que aprendi sobre noivados longos e que se adéqua perfeitamente aos relacionamentos. E é ela:

- Sempre mantenha a chama acesa. -

A maioria das pessoas não noivam pensando em estender esse período a longo prazo. Mas as vezes a vida, essa eterna caixinha de surpresas, acaba nos dando uns golpes meio doidos e a gente acaba tendo que rever planos. Ninguém sabe quando isso acontece. No nosso caso, a gente ainda nem tinha começado a realmente ver fornecedores ou ter marcado data. 

Muitas pessoas acabam se vendo adiando tudo as vezes faltando poucos meses para a cerimônia: uma situação financeira que apertou, uma mudança a trabalho, algum imprevisto de saúde com algum familiar. E o noivado passa de "entre 18 e 24 meses" a "três, cinco anos".  As vezes isso fica em aberto, esperando algo melhorar, e essa melhora demoooora a vir.

Exatamente por demorar a vir que a chama do noivado deve ficar acesa.

Estar noivo é mais do que estar em vias de preparar um casamento. É uma mudança de espírito. Se não fosse assim, ninguém noivava: já logo agendava o casamento durante o namoro e "de boas".

E se você não mantiver esse estado de espírito sempre aceso, o desânimo irá bater.

Muitas pessoas passam a vida esperando o pedido de casamento. E quando falo a vida, é literalmente. Eu mesma, como boa canceriana, desde criança ficava imaginando como seria. Desde antes dos 10 anos eu tinha certeza que queria um tomara-que-caia decote coração, decisão essa que permanece até hoje e não abro mão. E quando o pedido finalmente acontece, há um calor enorme que se abre em nossos corações.

E quando o assunto passa a ser silenciado, deixado de lado porque "não há perspectiva de um casamento próximo", é pior do que quando você era a solteirona das suas amigas.

Porque o pedido já aconteceu. Você não está esperando nada novo além dos preparativos. É morrer na praia. Mesmo.

Você cria milhares de expectativas. Suas pastas no computador andavam lotadas. Seus amigos simplesmente se irritavam porque você só falava de casamento porque era a coisa mais maravilhosa que aconteceria em breve. E, de repente, você já não conversa mais disso com seu parceiro, o assunto não vem, a busca pelas referências não acontece mais.

Até que chega ao ponto de que você simplesmente tem aversão do tema. Feiras de noivas? Não quer nem chegar perto. Casamentos de amigos? Cada convite é um misto de felicidade, uma tristeza enorme e culpa por se sentir mal. Passar em frente a lojas que alugam vestido já não fazem você parar ou entortar a cabeça no ônibus. Você para até de dar o sorriso amarelo quando te perguntam quando finalmente vocês vão casar.

Casamento se torna algo ruim quando você não alimenta a chama. Porque vira traumático.

Tal como nos relacionamentos, é preciso sempre que você mantenha a chama acesa. Não temos isso de "não podemos deixar cair na rotina", "temos que conquistar o parceiro todos os dias"? Pois é. E isso é uma outra verdade absoluta.

Não é óbvio que você quer casar. Não é óbvio que num determinado momento você vai se animar em arrumar os preparativos. Não é óbvio que no momento certo você vai finalmente se animar em treinar os DIY com seu(a) parceiro(a). Assim como não é óbvio que você ama o outro. Que você quer estar com aquela pessoa para sempre. Que você a deseja.

Porque queridos, o mundo muda e nossos sentimentos também. E obviedade não alimenta frio na barriga de ninguém, ok?

Então mesmo que a cerimônia não tenha uma data, não deixe de fazer algo com o(a) parceiro(a) para lembrá-lo do quanto aquele momento é especial. Não deixe que o fogo criado pelo pedido de casamento morra.

Porque você não fará outro pedido para reativá-lo, não é mesmo?

E uma vez que ele desapareça, dificilmente os preparativos terão o mesmo sabor. Terão teor de "obrigação", como se tivesse montando um evento para os demais e não para si mesmo. Aquele momento único perde sua aura de encanto.

Por isso queridos noivos, não deixe de alimentar SEMPRE a chama do noivado de vocês. Porque a gente nunca sabe quando surge um obstáculo. Nós nunca sabemos o tempo real que demorará uma crise. Sem contar que falar de casamento após o pedido é algo que faz com que o coração se aqueça e é uma incrível forma de aproximar os casais.

Mas isso de aproximação é um papo pra oooutro post.

;)



 
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - COPYRIGHT 2015